25/11/07

Porto

Ir ao Porto !
Se o pensei, também o pus em prática.
Hoje o dia era de sol, de paz tanto a nivel interior como exterior, de harmonia com o Mundo ... o que nem sempre acontece ... claro está.
E Voilá !
Lá peguei na " voiture " e no pensamento e rumei ao Norte. Conduzir, é para mim, tanto uma fonte de descontração, como de ginástica mental. Faz-me bem. Sou eu ... inteira e indizivel ... fechada no habitáculo, mas livre no pensamento.
Essa sensação única, de Eu com Eu, é precisamente a conduzir que a tenho mais intensa, mais real, e gosto disso de estar ali, naquele diálogo em que exploro o Futuro, porque eu vivo de olhos postos no Futuro, é como um filme a minha vida, que vou colando aos pedacinhos, e em
que de tempos a tempos escrevo Fim ... no fim, porque todos temos as nossas fases, vidas dentro da nossa vida .
É esse fio invisivel que vai do inicio até a um sitio qualquer, com que vou mantendo acesa a chama da vontade.
O Mundo da informação fácil tenta desviar-me constantemente de um caminho em que acredito, e que se move só de uma maneira ... o trabalho, a saúde a alegria e os afectos.
O meu pai, teve a sensibilidade e o amor, para me ensinar, a ver-me sempre fora de mim, ou num frente a frente, ou de uma forma que sempre achei mais engraçada, e bastante produtiva aos 20 anos perguntar-me onde quereria estar aos 30, aos 30 onde quereria estar aos 40 ou aos 40 onde quereria estar aos 50, e por aí sucessivamente, e pior ou melhor lá vou conseguindo chegar sempre a um lugar dentro de mim, com essa imagem de me perspectivar no tempo.
Claro está, não estamos a falar de bens materiais apesar de correr por aí a teoria que os melhores amigos das mulheres são os diamantes, são engraçados, mas nunca será com eles ou neles que alguém se vai encontrar mais feliz.
Acredito no Ser Humano, que tem ideais e convicções e que luta por elas.
Estou cansada de gente infeliz e que se queixa despudoradamente, daquilo que não tem, quando afinal tem tudo, tem a Vida, que é um bem exclusivo e raro ... essa sim ... o tal diamante.
Era bom, que deixassem o sofrimento, para quem de direito, tem fome, não tem um tecto, é doente, perdeu um filho, ou se aproxima da morte.
Isto não é um mar de rosas , não é ?
E porque haveria de ser ?
Afinal, se somos animais dotados de inteligência, temos a obrigação de melhorar a vida de a contornar ou ultrapassar, igual a conduzir em estrada, e principalmente respeitar os outros.
Tem buracos ?
Tem.
Os pneus furam ?
Furam.
E cheguei ao Porto ... a essa Ponte da Arrábida, que atravesso de olhos postos no mar.
Essa é a fotografia que trago tatuada no coração, quando o rio se une ao mar, quando a luz ilumina e espelha a água. Dias há, que a memória me devolve o pôr do sol, e também a Saudade.

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